Arte Deco
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As Artes Decorativas é o termo utilizado para definir trabalhos ornamentais e funcionais em, por exemplo, cerâmica, madeira, vidro, têxtil. O termo diferencia as Artes Plásticas das Artes Decorativas. A expressão "Artes Decorativas" foi cunhada durante a Revolução Industrial para descrever a separação de trabalho que ocorreu a partir das mudanças tecnológicas que afectaram o mercado de artistas e artesãos.
Outra expressão que poderá ter o mesmo significado é a de "Artes e Ofícios". A "Artes e Ofícios" ou em inglês "Arts and Crafts" que é um movimento estético e social inglês da segunda metade do século XIX, que defende o artesanato criativo como alternativa à mecanização e à produção em massa. Reunindo teóricos e artistas, o movimento busca revalorizar o trabalho manual e recupera a dimensão estética dos objetos produzidos industrialmente para uso quotidiano. A expressão "artes e ofícios" - incorporado em inglês ao vocabulário crítico - deriva da Sociedade para Exposições de Artes e Ofícios, fundada em 1888. As idéias do crítico de arte John Ruskin (1819 - 1900) e do medievalista Augustus W. Northmore Pugin (1812 - 1852) são fundamentais para a consolidação da base teórica do movimento. Na vasta produção escrita de Ruskin, observa-se uma tentativa de combinar esteticismo e reforma social, relacionando arte à vida diária do povo. As idéias nostálgicas de Pugin sobre as glórias do passado medieval diante da mediocridade das criações modernas têm impacto sobre Ruskin, que, como ele, realiza um elogio aos padrões artesanais e à organização do trabalho das guildas medievais. Mas o passo fundamental na transposição desse ideário ao plano prático é dado por William Morris (1834 - 1896), o principal líder do movimento. Pintor, escritor e socialista militante, Morris tenta combinar as teses de Ruskin às de Marx, na defesa de uma arte "feita pelo povo e para o povo"; a ideia é que o operário se torne artista e possa conferir valor estético ao trabalho desqualificado da indústria. Com Morris, o conceito
de belas-artes é rechaçado em nome do ideal das guildas medievais, onde o artesão desenha e executa a obra, num ambiente de produção colectiva.
Apresentamos alguns exemplos de Artes: Caligrafia,Trabalho em tela, Ponto de Cruz, Croché, Bordado, Feltro, Tricô, Renda, Macramé, chapelaria, Patchwork, Quilting, Tapeçaria, Costura, Sapataria, Fiação, Frocado, Batik, Ferragem, Joalharia, Olaria, Escultura, Carpintaria, Talha em Madeira, Marchetaria, Pirografia, Encadernação, Pepakura, Colagem, Découpage, Origami, Papier-mâché, Quilling, Scrapbooking, Cestaria, Arte Floral, Oshibana, Bijutaria, Água-forte, ...
Existem centenas e centenas de artes, mas só nos dedicaremos a algumas para que nos possamos focar com mais precisão.